Estudo do projeto Amazônia 2030 sobre o mercado mundial de produtos compatíveis com a floresta tem grande repercussão na mídia

 

O Valor Econômico, a Americas Quartely e outros veículos de comunicação repercutiram em primeira mão os resultados do estudo “Oportunidades para Exportação de Produtos Compatíveis com a Floresta na Amazônia Brasileira”. O relatório foi elaborado por Salo Coslovsky, professor associado da NYU, e é a segunda publicação do Projeto Amazônia 2030. O estudo completo contendo os dados apresentados estão disponíveis na íntegra para consulta no site do Projeto, https://amazonia2030.org.br/.

O estudo mostra que a Amazônia brasileira tem uma participação ínfima no mercado mundial de produtos compatíveis com a floresta.  De fato, no período de 2017 a 2019 a região exportou apenas US$300 milhões de produtos não madeireiros (frutas, castanhas, sementes), agroflorestal (cacau, pimentas, etc) e peixes. O mercado global desses produtos é de US$170 bilhões/ano. O que significa que a Amazônia brasileira participa somente com 0,2% desse mercado. E os competidores são países tropicais como Guiana, Bolívia, Equador, Costa do Marfim, Costa Rica, Uganda e Vietnã que têm condições socioeconômicas similares ou até inferiores a Amazônia. Portanto, há muito espaço para a Amazônia crescer nesse mercado. A solução inclui fomento de arranjos pré-competitivos para melhoria da qualidade e competitividade dos produtos Amazônicos “florestais”.

O projeto Amazônia 2030 é uma iniciativa de pesquisadores brasileiros, envolvendo o Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Climate Policy Initiative (CPI) e o Departamento de Economia da PUC-Rio.  O Objetivo é desenvolver um plano de ações para a Amazônia brasileira com foco no desenvolvimento econômico e humano aliado ao uso sustentável e conservação dos recursos naturais.